sábado, 5 de dezembro de 2009

Pérolas do Enem 2009

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O que é o Enem? O Exame Nacional do Ensino Médio, criado a princípio para avaliar o desempenho do ensino médio nas escolas públicas e privadas, conta pontos no vestibular das universidades públicas e para o ProUni. Esses pontos, acrescentados no total da somatória, fizeram com que, consequentemente, o Enem acabasse virando um segundo vestibular mesmo diante do aumento da possibilidade de ingresso nas universidades.

A grande maioria dos candidatos é oriunda de escolas públicas e estão à procura de um lugar ao sol no mundo acadêmico. Porém, a prova deste ano, elaborada pelo Cesgranrio, ele mesmo um executor de vestibulares, leva à reflexão sobre o objetivo silenciado do Enem. A própria denominação "candidato" já remete à concorrência que não deveria existir já que, teoricamente, seria uma prova avaliativa e não estariam concorrendo a nada.

Porém, o processo é cruel. Jovens de 1,80 m ficam sentados por quatro horas seguidas em cadeiras e mesas para crianças de 12 anos, respondendo 90 questões de uma prova de múltipla escolha. Isso num dia, no outro mais uma batelada de questões, uma redação e mais quatro horas de prova. Chega um momento antes da metade ainda que o corpo começa a reclamar, mexem-se, espreguiçam-se, coçam os olhos, a cadeira cria formigas imaginárias. Há os que não resistem e saem para água e banheiro, mas o objetivo é esticar as pernas, que ficam literalmente encolhidas. Mesmo rápidas, essas saídas diminuem o tempo de prova desses candidatos, que podem ser prejudicados, sendo porém uma questão de escolha entre a saúde física e a sanidade mental.

No final da prova os cadernos de questões são liberados. Ninguém tem muita certeza do destino deles, provavelmente servem para conferir as respostas em casa ou na melhor das hipóteses, compartilhar com outras pessoas que ainda farão o Enem.

O que é certo é que alguma informação escapa ao controle dos executores e em alguns dias infalivelmente começam a rodar na internet aqueles e-mails do tipo "Pérolas do Enem 2009", baseados em trechos de redações e questões abertas com respostas bizarras que giram no mundo virtual virando motivo de piada.

Pessoas famosas em seus programas de tevê lêem em rede nacional o que esses jovens escrevem fazendo chacota com suas respostas ao invés de utilizarem a sua possível influência, investir suas energias e uma provável inteligência para reverter esse quadro.

Ocorre que os jovens que dão essas respostas, além de sofrerem um processo exaustivo de dois dias de provas, são o resultado complexo da soma de consequências ocasionadas por questões sociais, educacionais, políticas, etc., nas quais está inserido um sistema de ensino falho e retrógrado já conhecido por todos, pais ausentes e a banalização da violência. São o espelho do descaso da sociedade para com os seus próprios descendentes e que acha tudo muito engraçado. Estão rindo do seu futuro.

Entretanto, ao vê-los suando a camisa, o sentimento que despertam é o desejo de que nunca desistam e lutem sempre. Esses jovens têm planos para seu futuro e seus sonhos devem ser respeitados.

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domingo, 25 de outubro de 2009

Me encante

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Me encante da maneira que você quiser, como você souber.
Me encante, para que eu possa me dar…

Me encante nos mínimos detalhes.

Saiba me sorrir: aquele sorriso malicioso,

Gostoso, inocente e carente.

Me encante com suas mãos,
Gesticule quando for preciso.
Me toque, quero correr esse risco.

Me acarinhe se quiser…
Vou fingir que não entendo,
Que nem queria esse momento.

Me encante com seus olhos…
Me olhe profundo, mas só por um segundo.
Depois desvie o seu olhar.

Como se o meu olhar,

Não tivesse conseguido te encantar…


E então, volte a me fitar.

Tão profundamente, que eu fique perdido.
Sem saber o que falar…

Me encante com suas palavras…

Me fale dos seus sonhos, dos seus prazeres.

Me conte segredos, sem medos,
E depois me diga o quanto te encantei.


Me encante com serenidade…
Mas não se esqueça também,
Que tem que ser com simplicidade,

Não pode haver maldade.


Me encante com uma certa calma,

Sem pressa. Tente entender a minha alma.


Me encante como você fez com o seu primeiro namorado…

Sem subterfúgios, sem cálculos, sem dúvidas, com certeza.


Me encante na calada da madrugada,
Na luz do sol ou embaixo da chuva...


Me encante sem dizer nada, ou até dizendo tudo.

Sorrindo ou chorando. Triste ou alegre…

Mas, me encante de verdade, com vontade…


Que depois, eu te confesso que me apaixonei,

E prometo te encantar por todos os dias…

Pelo resto das nossas vidas!


(Pabro Neruda)

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sábado, 10 de outubro de 2009

Abilene

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Quando uma pessoa faz uma afirmação a respeito de si própria e outra que mal a conhece confirma essa afirmação sem que tenha havido oportunidade para conversas mais profundas ou internalizadas, significa que ocorreram demonstrações que a fizeram concluir dessa maneira. De forma alguma constitui crítica ou julgamento, apenas uma sensação.

A afirmação é sobre viver em paradoxo que, segundo a wikipédia, o "Paradoxo de Abilene" significa que "pessoas agem em contradição com o que realmente querem fazer e, portanto, acabam removendo a chance de conseguir o que queriam em primeiro lugar."

Diante de uma história de vida nesse contexto, pode-se afirmar que realmente estamos diante de um paradoxo. Seria algo como a dúvida diária em como fazer para seguir com ideais, crenças, desejos sem causar perturbações ao redor.

A natureza é sempre um exemplo a ser seguido. Exemplo disso é a definição de sucessão ecológica: quando um habitat é perturbado de alguma forma, seja uma ilha coberta por cinza vulcânica, floresta desmatada ou outro qualquer motivo, a comunidade que antes existia ali, lentamente se reconstrói.

O difícil não é ter ou ser um paradoxo, é conhecê-lo e ter que conviver com ele. Tem-se aí uma situação de conflito que geralmente é resolvido através da fuga. Para outros mundos, outras dimensões, onde certamente não existe.

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Bittersweet Simphony
(The Verve
)



Cos' it's a bittersweet symphony this life...
Trying to make ends meet, you're a slave to the money then you die.
I'll take you down the only road I've ever been down...
You know the one that takes you to the places where all the pain lives, yeah.

No change, I can change, I can change, I can change,
but I'm here in my mould, I am here in my mould.
But I'm a million different people from one day to the next...
I can't change my mould, no, no, no, no, no, no, no

Well I never pray,
But tonight I'm on my knees, yeah.
I need to hear some sounds that recognise the pain in me, yeah.
I let the melody shine, let it cleanze my mind, I feel free now.
But the airwaves are clean and there's nobody singing to me now.

No change, I can change, I can change, I can change,
but I'm here in my mould, I am here in my mould.
And I'm a million different people from one day to the next
I can't change my mould, no, no, no, no, no, no, no

(Well have you ever been down?)
(I can change, I can change...)

Cos' it's a bittersweet symphony this life.
Trying to make ends meet, trying to find some money then you die.
You know I can change, I can change, I can change,
but I'm here in my mould, I am here in my mould.
And I'm a million different people from one day to the next.
I can't change my mould, no, no, no, no, no, no, no

(I'll take you down the only road I've ever been down)
(I'll take you down the only road I've ever been down)
(It justs sex and violence melody and silence)
(Been down)
(Ever been down)
(Ever been down)


"I can change, i can change..."

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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Estudo da vida

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Futuros biólogos ainda na faculdade durante aula de microbiologia, em seu caderno já mostrando sua criatividade, inteligência e capacidade!



Amebinhas


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Ameba no salto com vara


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Ameba andando de skate


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Ameba com chapéu de cozinheiro


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Ameba com uma perna quebrada


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Ameba com flash


T~`.~~~

Ameba mergulhando


.. ´| ..

Amebas jogando peteca


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Casamento das amebas


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Ameba na cadeia


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Ameba depressiva que se suicidou no precipício



^^..

Amebas acampando


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Ameba fumando


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Amebas na fila do banco


@.

Ameba com uma tuba


( . )

Ameba com fone de ouvidos


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Ameba com rifle



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Ameba com guarda-chuva



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Ameba com arco e flecha



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Ameba com pé chato



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Ameba skatista



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Amebas conversando



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Amebas desfilando



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Amebas na praia



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Ameba marombeira



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Ameba gorda



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Ameba com megafone



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Ameba de óculos



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Ameba esmagada


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Ameba escondida atrás de uma cadeira



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Ameba na corda bamba



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Ameba malabarista



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Ameba no restaurante japonês



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Ameba com cílios postiços



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Ameba cabeluda



... []

Amebas no cinema



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Ameba com um bumerangue



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Amebas carregando uma tora



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Ameba movida a corda



e.

Ameba falando



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Ameba polvo



[. :..:.: .]

Amebas jogando futebol



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Ameba dormindo



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Ameba com pompom



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Ameba em um prédio


3 de setembro - Dia do Biólogo


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domingo, 16 de agosto de 2009

Os Jogos Cooperativos e a Construção de Valores Positivos para nossa Sociedade

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Navegando numa pesquisa pela internet encontrei este texto que associa Jogos Cooperativos com Fractais, dois elementos fantásticos na compreensão e determinação de valores sociais.

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Um dia destes quando levava minha filha para a escola vi um outdoor de uma grande rede de ensino, onde estava escrito:

- O que você prefere ser ?

Servo ou Senhor Feudal !

Parei por alguns instantes e reli a frase, buscando compreender seu real significado e intenção daquela mensagem. De fato, a metáfora utilizada me causou um profundo incômodo. Não queria crer que um colégio de renome, estivesse passando conscientemente os valores transmitidos no outdoor à seus alunos. Será que na sociedade em que vivemos, só restam estas duas opções – ser explorado ou explorador?

Para que possamos entender melhor o Jogo da vida, vale a pena refletirmos sobre duas crenças que a sociedade criou e sobre as quais alicerça seus modelos econômicos e sociais; crenças da Abundância e da Escassez.

A Crença da Abundância.

Quando uma sociedade é regida pela crença da abundância, onde acredita que existe o bastante para atender as necessidades de todos, seus membros não precisam competir para obter seu sustento, ou para melhorar as condições gerais de sua sociedade. Dentro desta crença, o potencial de recursos não é limitado e desta forma tanto a sobrevivência quanto o conforto de seus membros está garantida. Entretanto a otimização da exploração uso e distribuição dos recursos, requer um Jogo Cooperativo entre seus membros, o que Terry Orlick define como Cooperação não Competitiva, onde o alcance do objetivo necessita de trabalho conjunto e partilha, e a cooperação é um meio para se alcançar um objetivo mutuamente desejado e que é também compartilhado. É importante realçar que a crença da Abundância não considera que determinados recursos nunca serão extintos, mas que existem outras possibilidades à serem exploradas, fruto da inteligência e natureza criativa humana. Dentro desta crença, não existe o menor sentido em segmentar a sociedade em explorados e exploradores, pois o ganho de um independe do fracasso ou submissão de outro. Nem tampouco estamos falando sobre sociedades uniformes, padronizadas, onde todos possuam absolutamente as mesmas coisas. Podemos conquistar um maior número de bens, conforto ou padrão de vida, proporcional ao nosso trabalho, empenho e ambição, desde que isto não implique na perda proporcional por outras pessoas, seja no montante dos recursos, seja na exploração destas pessoas para nosso benefício próprio.

A Crença da Abundância somente é suportada por um modelo cooperativo, onde a soma das competências e habilidades dos membros de sua sociedade, encontrará respostas para o desafio da continuidade da abundância.

A Crença da Escassez.

Outra forma de ver o mundo é sob a ótica da escassez, onde os recursos são limitados, e nem todos podem ser atendidos, tendo-se que estabelecer parâmetros de segmentação da sociedade para a distribuição dos recursos. Dentro desta crença, torna-se válida a lei do mais forte. A natureza possui um modelo de depuração da fauna e da flora, através da sobrevivência dos mais adaptados ao meio ambiente e eliminação dos mais vulneráveis. Estas características genéticas dos membros mais adaptados são transmitidas às novas gerações, melhorando por assim dizer a "performance" daquela espécie no planeta, como seu desempenho e longevidade. O homem lança mão deste modelo para explicar e justificar sua crença de que os mais adaptados devem sobreviver em detrimento dos menos adaptados. Quando falamos sobre adaptabilidade humana, estamos quase que exclusivamente nos valendo de parâmetros econômicos, julgando bem adaptados aqueles que acumularam riquezas e não adaptados os que não.

O sucesso econômico de uma pessoa e portanto sua adaptabilidade ao planeta, dependem também das condições de acesso a fatores que propiciem sua inclusão no cenário econômico como por exemplo educação de qualidade. Voltamos ao Outdoor que traça com nitidez esta linha lógica dentro da Crença da Escassez, entre acesso a educação diferenciada e inclusão no mercado de trabalho.

Mas afinal, nosso mundo é de escassez ou de abundância?

Tudo depende para onde olhamos

Imagine a seguinte situação:

"- Um casal está em seu quarto e ambos desejam tomar leite, e só trouxeram um copo de leite para o quarto."

Sendo a quantidade de leite disponível limitada a um copo, o casal pode partilhar de seu conteúdo, onde cada um beberá a metade. Considerando que no quarto ao invés de um casal em harmonia existam dois adolescentes no auge de suas crises hormonais, a disputa pelo único copo de leite poderá ter sérias conseqüências. Se nos restringirmos ao quarto, há escassez de leite e o comportamento das pessoas será orientado por suas crenças e modelos.

Se ampliarmos nossa visão para a casa como um todo, veremos a cozinha onde existe uma quantidade de leite na geladeira e outra armazenada na despensa. Agora não existe mais a escassez, e passamos a um modelo de abundância.

Ampliando ainda mais nossa visão, como em uma vista aérea, veremos a padaria, a venda, o supermercado, locais onde existe muito leite. Já com uma vista de satélite, veremos fazendas de criação de gado, onde produz-se leite, empresas beneficiadoras de leite, etc. Enfim, quanto mais ampla é nossa visão, mais abundância enxergamos e quanto mais restrito é nosso foco, menores são as possibilidades. Portanto sob esta ótica, meu comportamento cooperativo ou competitivo será comandado pela minha crença na escassez ou na abundância, que por sua vez está ligada a minha forma de ver e me relacionar com o mundo, de uma maneira restrita e limitada, ou de forma ampla e irrestrita.

Neste momento queremos conectar principalmente a disseminação destes modelos através dos Jogos, pois quando estamos em um jogo com um determinado número de pessoas, formamos como diz Orlick, uma minissociedade com suas regras, estilos de relações, recompensas e punições. Antes porém, para relacionarmos estas minissociedades com nossa grande sociedade, vamos nos utilizar da teoria dos Fractais.

Modelos dos Fractais.

Você já pensou no que há em comum entre as ramificações dos brônquios, o traçado dos rios que formam uma bacia hidrográfica, a forma de uma cadeia de montanhas e a penetração de óleo em rochas porosas? Aparentemente nada. Todos esses casos, porém apresentam formas geométricas caracterizadas por modelos básicos que são repetidos mesmo em escalas muito pequenas. É o universo dos fractais e dos atratores, uma nova e rica área interdisciplinar que proporciona uma maneira diferente de enxergar a natureza.

Não há ainda uma definição fechada do que são fractais. De maneira bem geral, uma fractal é uma forma feita de partes similares de algum jeito com o todo. Essa definição genérica foi sugerida pelo matemático polonês Benoit Mandelbrot, considerado o pai das fractais, que utilizou o termo "fractal" pela primeira vez em 1967. Originário do adjetivo latino fractus e do verbo frangere (irregular, quebrar, fraturar), o vocábulo se popularizou depois que o polonês publicou, em 1982, o livro The Fractals Geometry of Nature. A palavra passou então a caracterizar as formas irregulares e as novas geometrias por ele descobertas, seja na geologia, na turbulência de fluídos ou no mercado financeiro.

Fenômenos como a variação do tempo, a formação dos flocos de neve, ou a dinâmica das populações, pareciam totalmente aleatórios. Entretanto, ao estudar os fractais, cientistas e matemáticos notaram que alguns deles imitavam tais fenômenos. Com isso, ao invés de randômicos, estes sistemas passaram a ser considerados caóticos, ou seja, embora sujeitos a uma forma e ordem próprias, eles podem ser equacionados. Uma característica de um sistema caótico é que ele sempre mostra "sensibilidade às condições iniciais", isto é, qualquer perturbação no estado inicial do sistema, não importando quão pequena seja, levará rapidamente a uma grande diferença no estado final, fazendo com que a previsão do futuro torne-se muito difícil. Porém, compreendendo o comportamento caótico, muitas vezes é possível entender como o sistema se comportará como um todo ao longo do tempo.

Fractais e nossa Sociedade.

Da mesma forma, nossos jogos em pequenos grupos repetem e perpetuam modelos globais da sociedade, principalmente

referentes a suas crenças e valores. Os jogos infantis são excelentes instrumentos de transmissão da cultura de uma sociedade.

Orlick (1989) diz que: "- ...quando participamos de determinado jogo, fazemos parte de uma minissociedade, que pode nos formar em direções variadas. Uma vez formados pelas regras, pelas reações dos outros, pelas recompensas e punições, tornamo-nos parte do jogo e começamos a formar outros. Dessa forma o jogo ganha vida e poder, independente dos jogadores.

Em vez de criar minissociedades ou jogos, que refletem de forma pura a competitividade, a desonestidade e a cobiça da sociedade maior, por que não desenvolver jogos que criem uma miniatura de utopias em que gostaríamos de viver? Por que não criar e participar de jogos que nos tornem mais cooperativos, honestos e atenciosos para com os outros? Por que não usar o poder transformador dos jogos para ajudar a nos tornarmos o tipo de pessoa que realmente gostaríamos de ser?".

Nos acostumamos com determinadas expressões como "visão holística" e "visão global, ação local", sem entretanto exercitarmos seu ensinamento, que vale lembrar o ditado Zen: "- Saber e não fazer, é ainda não saber".

A visão holística ou do todo, é o que exatamente nos permite visualizar um mundo de recursos e possibilidades praticamente inesgotáveis. Precisamos privilegiar modelos pedagógicos que incentivem as pessoas a olhar além, a buscar outras possibilidades que obrigatoriamente passarão pelo desafio da convivência, da conquista da confiança e da celebração conjunta da vitória. Como fantástico instrumento do exercício de valores positivos para uma nova sociedade, estão os Jogos Cooperativos, que através da criação de "minissociedades" através do exercício do jogo, podem exercitar modelos de relacionamentos, produção e distribuição de bens que gostaríamos de viver em nosso mundo real e elaborar estratégias para ampliar o horizonte do nosso jogo, do quarto para a casa, da casa para o quarteirão, do quarteirão para o bairro, a cidade, o estado, o país, o planeta....

As im-possibilidades são infinitas; tudo depende de nós.


por Mônica Teixeira e Luciano Lannes
extraído da seção "Entendendo os Jogos" da edição 2 do ano II da Revista Jogos Cooperativos.

http://www.jogoscooperativos.com.br/entendendo_os_jogos.htm#Valores


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sábado, 1 de agosto de 2009

O seu olhar

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O sentimento que ficou foi que faltaram coisas a dizer, muitas coisas, provavelmente por causa do cansaço e do adiantado da hora. Talvez se mais cedo fosse... Sim, há razão em tudo isso: "Apaixonar, v. l. Tr. dir. Arrebatar, entusiasmar, exaltar." Porém, no sentido lato da palavra e dos sentimentos. Pelas horas, diversões, companhias, conversas, jeito de falar, pela procura do aconchego mesmo possuindo dimensões consideráveis. A simplicidade no seu todo e o olhar expressivo e profundo capaz de causar encantamentos. Este sim merecedor de destaque por não ter sido devidamente admirado ou percebido em outras ocasiões por fatores complexos, além de um artefato pendurado no nariz. Com certeza a força do olhar sempre existiu, porém camuflada pela neblina diária que não deixa muitos brilhos aparecerem.

A posição geográfica concilia a herança da cultura latina com todas as suas particularidades e são recebidas influências de toda parte possibilitando comportamentos inerentes às origens da latinidade. Este mundo está povoado de imaginações, sensações internas, onde o olhar para o próximo quase nunca tem lugar. A troca, o calor humano ficam relegados ao segundo plano trazendo frieza e indiferença. Se no meio do todo surge a capacidade de contradizer essa expectativa, geralmente é defrontada com a censura velada imposta pela sociedade da qual todos gostariam de se libertar, porém devido aos mais diversos motivos não o fazem ou não conseguem ou simplesmente não querem.

Torna-se extraordinário quando encontra-se o correspondente aos anseios, quando o apego às obrigações impostas é eliminado, quando quebram-se as convenções, vindo e chegando de forma inesperada. Momentos de grande regalo com tempo limitado que deixam sua marca tão profunda que é quase impossível ser esquecida.


"
Minha alma canta
Vejo o Rio de Janeiro..."

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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Campanha NÃO privatizem a Amazônia

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Quarta-feira passada o Senado brasileiro passou a Medida Provisória (MP) 458 que regulariza terras ocupadas de forma ilegal na Amazônia. Isso significa que 67 milhões de acres de terra da Amazônia que são hoje um patrimônio da União estimado em 70 bilhões de reais, serão privatizados. A maior parte destas terras irão parar nas mãos de grileiros, os grandes responsáveis por violentas disputas por terra e pelo desmatamento da Amazônia.

O governo brasilieiro está deixando entender que aqueles que ocupam a Amazônia de forma ilegal e violenta serão recompensados. A projeto de regularização da Amazônia não começou mal - a idéia era proteger pequenos agricultores que precisavam do título legal de suas terras. Porém, ele acabou sendo corrompido pelos interesses do poderoso agronegócio, que incluíram três provisões perigosas que concedem a eles a maior parte das terras beneficiada pelo programa.

Nós só temos até esta quarta-feira para pedir para o Presidente Lula vetar estes pontos da MP, garantindo assim a proteção da Amazônia. Somente uma mobilização coordenada e massiva de pessoas de todos os estados brasileiros poderá convencer o Presidente Lula a vetar os pontos perigosos da MP. Só dependemos de um pequeno esforço de cada um de nós – ligue para o gabinete do Presidente Lula agora mesmo e diga para ele:

1. Nós não queremos que grandes empresas se
beneficiem da MP 458 pois são elas as responsáveis
por grande parte do desmatamento e queimadas da
Amazônia, e consequentemente pelas nossas
emissões de carbono

2. Nós queremos que o Presidente diferencie pequenos
agricultores de grandes proprietários, portanto pedimos
uma mudança em três pontos da MP:

  • Vetar os incisos II e IV do artigo 2º que permite a “ocupação e exploração indireta”. O veto garantirá que apenas as pessoas que moram na terra tenham direito ao título legal.
  • Vetar artigo 7º que permite título à empresas privadas. Somente pessoas físicas devem ter o direito de regularizar suas terras.
  • Proibir a comercialização das terras por 10 anos após a regulamentação (ao invés de 3 anos como foi proposto) para evitar a especulação comercial das terras.
  • Clicar em 'presidente', depois em 'fale com o presidente', escrever a mensagem e confirmá-la posteriormente via email.


Nos próximos dois dias uma grande parte da Amazônia será privatizada, dando início a um perigoso e irreversível processo de desmatamento. Enquanto o mundo todo aumenta as suas preocupações ambientais, buscando uma economia livre de carbono e um maior respeito pelos nossos recursos naturais, nós não podemos deixar que o nosso governo venda a Amazônia. Nós só temos 2 dias! Entre em contato com o Gabinete do Lula hoje, depois encaminhe este email para todos os seus amigos e familiares!

Depois de ligar clique no link para registrar o seu nome, para que possamos acompanhar o número de participantes desta campanha:

http://www.avaaz.org/en/nao_privatize_a_amazonia/

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